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| Ele: | Posso falar com você? |
| Ela: | Sim. |
| Ele: | Você mudou. Aliás, você só piorou o que tinha de ruim. |
| Ela: | Você também não é o mesmo que conheci. |
| Ele: | Metida. Sempre achando que sabe de tudo. |
| Ela: | Inconsequente. Sempre fazendo o pior sem parar pra pensar. Lembra quando você jurou que ia me conquistar um dia? |
| Ele: | Eu disse isso muitas vezes. Você acreditou mesmo? |
| Ela: | No começo não. Mas quando você olhou nos meus olhos e disse que nunca me abandonaria, eu acreditei. Tolice, eu sei. |
| Ele: | E daí? |
| Ela: | Eu me apaixonei. Fiz o que pude pra te provar que estava contigo. E quando você mudou tanto eu me afastei, e fiquei escondida bem perto de você, pra ter certeza que você ficaria bem. Mas quando você finalmente decidiu que mataria sua melhor parte, eu decidi que já era. Eu te amei sabia? Mais do que julgava ser possível. Podia ter sido real. Se você soubesse o quanto eu queria que tivesse sido... Mas você acabou com isso tudo. O amor que eu sentia se transformou em frieza para com quem o tirou de mim. Então mantenha distância. |
| Ele: | Mas... |
| Ela: | Nada de "mas". Pra você, é "menos". Cada vez menos. |
(via prisioneiro-da-morte)
(via prisioneiro-da-morte)
(via prisioneiro-da-morte)